Com 464 projetos inscritos, vindos de 22 Estados, o VII Prêmio
Arte na Escola Cidadã bateu mais uma vez seu recorde
de participações. Para a escolha dos vencedores,
66 projetos finalistas foram analisados por um júri
nacional. Na noite de 25 de outubro, em São Paulo,
os professores vencedores subiram ao palco do Centro da Cultura
Judaica para a cerimônia de premiação.
Na ocasião também aconteceu o lançamento
do livro "Arte, Escola e Cidadania: um Prêmio e
seus premiados" em parceria com a Editora UNESP. A publicação
conta a história dos sete anos da premiação
e de seus vencedores e traz artigos de Bernardo Toro, Denice
Catani e Fernando Hernández.
Este ano, compuseram a Comissão de Avaliação
Nacional: Betty Mindlin - doutora em Antropologia, Ambar de
Barros - Jornalista e coordenadora do Escritório da
Unesco em São Paulo; Maria Heloísa Ferraz -
Doutora em Artes; Maria Terezinha Telles Guerra - co-autora
das Propostas Curriculares para o Ensino da Educação
Artística e os arte-educadores Amaury Costa Brito e
Alex Rosato.
Vencedores do VII Prêmio
Arte na Escola Cidadã
Séries Iniciais
Educação Infantil e 1ª a 4ª série
do Ensino Fundamental:
1º Lugar
Nome do Projeto: Arte dos Índios Kadiwéu
Professor/a responsável: Ana Lúcia
da Silva
Cidade/ Estado: Araraquara/SP
Pólo Arte na Escola: UNESP Bauru
Desconfortável com a imagem estereotipada do índio
brasileiro presente nas escolas – aquele que usa tanga,
pena na cabeça e emite sons vocais batendo com a mão
na boca – a professora de Artes Visuais Ana Lúcia,
da Escola Estadual Antônio Lourenço Correa, resolveu
propor algo capaz de desmistificar essa idéia e promover
o conhecimento e o aprendizado a respeito da diversidade cultural.
O projeto teve início a partir da oportunidade da professora
que, ao conhecer peças em cerâmica e desenhos
geométricos das índias Kadiwéu de Mato
Grosso do Sul, percebeu o quanto a diversidade cultural indígena
brasileira era pouco conhecida. A experiência levada
aos alunos e pontuada por perguntas sobre o que eles sabiam
ou gostariam de conhecer sobre índios foram despertando
o interesse e a curiosidade dos alunos. A partir deste ponto,
a professora passou a fazer uso também de reproduções
de obras de arte, cerâmicas, vídeos e transparências
que pudessem promover o conhecimento acerca da etnia estudada.
Os alunos também fizeram pesquisas sobre os costumes
de cada tribo do Estado, dando início a uma série
de oficinas. Nelas, os alunos puderam criar, em diferentes
linguagens, formas de expressar o que haviam aprendido. A
narrativa sobre o mito da criação dos índios
Kadiwéu, por exemplo, ganhou formato de história
em quadrinhos. A partir de desenhos dos próprios alunos,
foram promovidas seções de leitura de imagem
durante as oficinas. Joguinhos de passatempo, palavras-cruzadas,
colagens e releituras também foram utilizados. Também
assistiram ao DVD “Índios do Brasil – quem
são eles? E uma outra história” e analisaram
a obra “Guaricurus” de Debret , e reproduções
de Ivan Serpa. Com massa de biscuit, produziram pequenos vasos
e bichos do Mato Grosso. A última atividade do projeto
foi uma exposição com os trabalhos executados
pelos alunos de todas as séries. A professora - que
ficou conhecida na escola como “a professora do índio
Kadiwéu” - conta que os alunos passaram a se
manifestar mais a respeito de questões como a sensação
de movimento das linhas e formas, combinação
de cores, além de conhecer parte da vida e da obra
de pintores como Debret e Ivan Serpa. Cresceu também
o interesse por pesquisas sobre temas relacionados ao projeto,
bem como pela descendência indígena de cada um
e o conseqüente orgulho por seus antepassados.
1º Lugar
Nome do Projeto: A Arte como Instrumento
de criação na Educação Infantil
- A Invasão dos Ratos
Professor/a responsável: Luciane Abreu
da Silva
Cidade/ Estado: Lajeado/RS
Pólo Arte na Escola: UFRGS
“A Invasão dos Ratos” é o título
do filme de 23 minutos criado e protagonizado por crianças
do Colégio Madre Bembara, sob a coordenação
da professora Luciane, graduada em Pedagogia. A proposta desafiadora
de trabalhar a linguagem cinematográfica na Educação
Infantil surgiu do desejo dos próprios alunos, crianças
oriundas da classe média alta de Lajeado, no Rio Grande
do Sul. Para desenvolver o projeto e relacionar a proposta
com questões relacionadas à preservação
ambiental e à exclusão social, a professora
fez uso de elementos das quatro linguagens artísticas
como percepção de estruturas rítmicas,
transformação de uma história em roteiro,
expressão corporal, música, dança, desenho
modelagem e pintura, entre outras. A interdisciplinaridade
também esteve presente, já que a criação
da história a ser contada teve origem no universo dos
contos de castelos, reis e rainhas, conteúdo então
estudado em Literatura. O conceito de tempo também
foi trabalhado e por meio da internet os alunos fizeram pesquisas
sobre castelos de diferentes locais para definir em que período
o reino fictício se localizaria. Ao definir como seria
a Natureza no “reino” as crianças conheceram
conceitos sobre lixo e reciclagem e para definir a composição
da sociedade assistiram palestras de profissionais de áreas
como História, Teatro, Medicina e Enfermagem. A apreciação
de imagens e filmes também fizeram parte do percurso,
além de visitas ao cinema e à ilha de edição
da UNIVATES. O filme, rodado no Parque Histórico de
Lajeado, estreou em 15 de dezembro de 2005 com a participação
dos familiares, amigos e outras turmas do colégio.
Para a professora, as crianças evoluíram em
sua aprendizagem, pois assimilaram seus papéis dentro
do contexto do filme, aprenderam sobre conceitos de tempo
e espaço, sobre musicalidade, expressão corporal,
apreciação da arte, respeito aos diferentes
saberes, sobre o trabalho em equipe e sobre as dificuldades
de fazer um filme, tornando-se mais respeitosas entre si,
colaborativas, além de desinibidas e autônomas.
2º Lugar
Nome do Projeto: O Encanto da Arte: instrumento
para a valorização da Cultura Afro-brasileira
Professor/a responsável: Guadalupe
da Silva
Cidade/ Estado: Novo Hamburgo/RS
Pólo Arte na Escola: FEEVALE
Em uma cidade gaúcha que, como em tantas outras, a
imigração alemã teve importante papel
na colonização, a professora da Escola Municipal
Maria Edila da Silva Shimidt, situada no bairro pobre de Rio
dos Sinos, resolveu abordar as contribuições
dos afro-brasileiros como produtores culturais, capítulo
da História muitos vezes desvalorizado. Seus alunos
eram jovens de 9 a 15 anos, de nível sócio-econômico
muito baixo, alguns sobrevivendo na informalidade como catadores
de papel, flanelinhas e engraxates no centro da cidade. A
fim de introduzir a discussão sobre o tema, a professora
propôs uma atividade onde aspectos relacionados à
música, à dança, à culinária,
a filmes e orixás foram sendo estudados e discutidos
em grupos. Paralelamente os alunos também foram estimulados
a levar para as aulas livros, fotos, revistas, músicas
e objetos que remetessem à cultura negra, além
de conversar sobre o tema com seus familiares. Em sala de
aula, a professora analisava os materiais e inseria novos
subsídios a fim de aguçar os olhares dos alunos
para a exploração e a compreensão de
imagens, sons, além da sua contextualização
e da análise crítica. Imagens, sons, jogos pedagógicos,
visitas a espaços artísticos, oficinas com artistas
afro-descendentes fizeram parte do processo de ensino-aprendizagem
durante o projeto. Como fontes complementares de pesquisas
foram utilizados livros, revistas, textos,músicas,
poesias, contos, histórias, etc. Em suas composições
artísticas, os alunos retrataram obras como “Logotipos
poéticos de cultura afro-brasileira” (Rubem Valentim)
e “Festa de Iemanjá” (Cândido Portinari),
ambas presentes no material pedagógico arte br. Além
de atividades plásticas, também foram produzidas
coreografias com danças e músicas africanas.
Os alunos participaram do I Seminário “A Cor
de Todos Nós” onde expuseram seus trabalhos.
A professora Guadalupe avalia que ao utilizarem os recursos
da arte como forma de expressão, eles se tornaram mais
críticos, observadores e atentos à cultura de
seu tempo, desenvolveram a capacidade de lidar com as palavras,
com as imagens, educando-se para ver, analisar, compreender
e posicionar-se frente aos estímulos visuais.
Séries Finais 5ª
a 8ª série do Ensino Fundamental e 1ª a 3
série do Ensino Médio:
1º Lugar
Nome do Projeto: A Flauta Mágica
Professor/a responsável: Débora
Bonato Ynada
Cidade/ Estado: Registro/SP
Pólo Arte na Escola: UNISO
Resumo: A Escola Estadual Professor Joaquim
Goulart onde foi desenvolvido o projeto, atende alunos da
zona rural do Vale do Ribeira, interior paulista, onde famílias
de baixa renda sobrevivem essencialmente do cultivo da banana.
A maioria tem pouco acesso até mesmo ao centro da pequena
cidade de Registro onde não existe sequer um teatro
e espetáculos musicais são quase inexistentes.
No ano em que se comemoram os 250 anos do compositor clássico
Morzart, um completo desconhecido do seu alunado, a professora
Débora, graduada em Música, criou o projeto
“A Flauta Mágica”. A partir da necessidade
de conhecer o compositor, a educadora organizou pesquisas
e seminários, atividades pouco comuns aos alunos cuja
faixa etária varia dos 11 aos 54 anos. A opção
pelo flauta doce levou em conta a facilidade de compra por
um custo acessível (R$1,99). Mesmo sendo uma versão
de brinquedo do instrumento, a flauta viabilizou o estudo
dos alunos também em casa. O repertório foi
composto por músicas de fácil execução
escolhidas pelos próprios alunos e algumas composições
eruditas sugeridas pela professora a fim de ampliar o repertório
musical do alunado geralmente restrito à programação
da rádio local. O apoio da direção da
Escola e o envolvimento dos pais apareceram como aspectos
importantes para a realização de atividades
como ensaios fora do horário escolar. Posteriormente,
a orquestra passou a se apresentar fora da unidade escolar,
em entidades assistenciais, como meio de estímulo à
valorização do idoso e dos menores abandonados.
Nesta etapa, o projeto ganhou o apoio da Prefeitura Municipal
de Registro e da Diretoria de Ensino de Registro que forneceram
gratuitamente o transporte dos alunos até a cidade
vizinha de Miracatu para as apresentações. Segundo
a professora, as aulas de música refinaram não
só o gosto e o repertório musical, como o comportamento
dos alunos que aprenderam a portar-se em recitais, perante
o público e organizadores. Quanto ao aprendizado musical,
destaca que muitos problemas como a dificuldade de tocar em
conjunto já foram resolvidos e outros estão
sendo superados.
2º Lugar
Nome do Projeto: Revista Eletrônica
Nossa Vez
Professor/a responsável: Sandra Costa
Cidade/ Estado: Rio de Janeiro/RJ
Pólo Arte na Escola: UFRJ
A experiência vivida por alunos de 15 e 16 anos da Escola
Municipal Telêmaco Gonçalves Maia, no bairro
da Pavuna, Zona Norte do Rio, foi descrita pela professora
de Artes Visuais como uma descoberta da sala de informática
como um espaço de criação. A “novidade
tecnológica” – que para grande parte de
jovens da mesma faixa etária da classe média
já faz parte da rotina – surgiu para este grupo
como uma oportunidade de mostrar para o mundo, via internet,
suas vivências contadas a partir da sua própria
estética, transformando-os em agentes na construção
de seu próprio conhecimento. Ainda em sala de aula,
foram realizadas dinâmicas para a troca de experiências
e a discussão sobre as possibilidades de trabalho com
o uso do computador e a presença da tecnologia na vida
cotidiana. Com apenas quatro computadores conectados à
internet, os 40 alunos por turma, em média, precisavam
se revezar para, num primeiro momento, analisar e explorar
as possibilidades estéticas das produções
virtuais. A proposta da revista eletrônica surgiu para
complementar a dinâmica das aulas. Como tema geral da
publicação, os próprios adolescentes
optaram por falar de seus gostos, desejos, problemas e suas
dificuldades. A análise de revistas eletrônicas
foi o próximo passo, bem como a comparação
com edições impressas. Posteriormente, as discussões
envolveram temas ligados à violência bastante
presente na realidade do alunado morador de comunidades de
baixa renda da região. A apresentação
de filmes de animação precedeu a criação
do storyboard de cada grupo sobre o que seria a revista. A
produção de imagens e animações
e a organização de textos foram dando forma
à publicação, cujo resultado pode ser
visto no endereço www.revistanossavez.art.br. A professora
acredita que a presença de um espaço criado
pelos próprios alunos, na internet, favorece o compartilhamento
dos problemas enfrentados pela juventude, possibilita a busca
de soluções democráticas na esfera escolha
e os inclui no mundo da informação. Como desdobramento
do trabalho, ainda em 2006, os jovens estão finalizando
filmes de animação onde contam suas agruras
ao viajar de ônibus. Em breve, a experiência também
deve ganhar a grande Rede.
Séries Iniciais e
Finais Educação de Jovens e Adultos - EJA:
1º Lugar
Nome do Projeto: Protagonismos
Professor/a responsável: Celi Terezinha
Reinhardt
Cidade/ Estado: Novo Hamburgo/RS
Pólo Arte na Escola: FEEVALE
Trabalhando com alunos de 18 a 54 anos do Colégio Marista
São Marcelino Champagnat , muitos há bastante
tempo afastados da escola, a professora Celi se utilizou da
diversidade tanto econômica quanto profissional do público
no processo de ensino-aprendizagem. Para isso, promoveu encontros
e debates entre eles ao lado do estudo de questões
estéticas de diferentes objetos artísticos.
A cultura visual na qual todos estamos imersos foi o ponto
de partida. A partir da leitura de reproduções
de obras e imagens da mídia, a maioria tratando de
temáticas sociais, estimulou as discussões em
grupo. Dramatizações sobre os temas abordados
também fizeram parte do processo, sempre seguidas de
debates, muitas vezes pontuados por relatos de experiências
pessoais vividas em determinado contexto histórico
relacionado ao tema trabalhado. Posteriormente, cada grupo
utilizou uma ou mais linguagens artísticas em seus
processos de criação a partir das questões
em pauta. Surgiram, então, peças de teatro,
maquetes, histórias em quadrinho e música. A
preferência por temas sociais, políticos e econômicos
foi levada em conta para a escolha do grupo pelo trabalho
com o filme “Ilha das Flores” de Jorge Furtado,
quando a linguagem cinematográfica passou, então,
a ser objeto de estudo. Antes e depois de assistirem o filme,
os alunos registraram em desenho o que o título sugeria
para cada um. Feita a leitura das imagens do curta-metragem,
a professora lançou o desafio de que os próprios
alunos produzissem também seus curtas. Pesquisas, leituras
de referências, escolha de temas e definições
técnicas como tempo de duração e linguagens
utilizadas foram discutidas até o momento da produção.
Cada grupo precisou ainda escrever o roteiro, organizar as
tomadas e pensar nos planos que seriam utilizados. O empenho
na criação foi grande e os alunos passaram a
ter encontros até mesmo nos fins de semana. Durante
o processo, duas apresentações teatrais foram
levadas à escola a fim de que o s alunos pudessem perceber
as diferenças entre as linguagens. Após cada
apresentação, que mobilizou certa de 500 alunos,
havia um bate-papo com os atores. O projeto Protagonismos
culminou com a apresentação de três filmes
durante a “Noite Cultural da EJA”. Os demais estão
sendo finalizados e serão apresentados ainda no segundo
semestre. Com a realização deste trabalho, a
professora acredita ter procurado dar voz a diferentes pessoas,
superando o grande desafio de numa mesma aula de Artes para
alunos de EJA, conciliar desejos de adolescentes de 18 anos
e de alguém que poderia ser seu avô.
1º Lugar
Nome do Projeto: Identidade Cultural e Letramentos
Professor/a responsável: Evanir de
Oliveira Pinheiro
Cidade/ Estado: Natal/RN
Pólo Arte na Escola: UFRN
O respeito e a valorização em relação
à cultura potiguar foram as motivações
que levaram a professora Evanir a desenvolver o trabalho na
Escola Municipal Profª Emília Ramos, localizada
em uma região cercada por dunas, onde os índices
de pobreza e violência são bastante altos. Diante
da gradativa perda de interesse dos alunos pelas próprias
raízes, ela decidiu criar situações de
aprendizagem que contribuíssem para informar de modo
crítico e reflexivo o olhar dos alunos diante da memória
de artistas populares e das manifestações artísticas
folclóricas já bastante esquecidas entre eles.
O desafio que se apresentava era o de despertar o interesse
dos estudantes pelas práticas artísticas potiguares
e ao mesmo tempo estimular a expressão artística
de forma crítica e consciente. Além de promover
a apreciação e a contextualização
do folclore local, o trabalho teve como meta também
fazer pensar sobre a noção de realidade veiculada
a partir dos meios de comunicação, capaz de
influenciar jovens e adultos com um modelo de mundo padronizado.
Em seu primeiro ano na Escola, a professora formada em Artes
Visuais, foi informada de que suas sete turmas de EJA há
alguns anos não tinham aulas de Arte. Já no
primeiro diagnóstico das turmas, ficou claro o distanciamento
em relação à importância do conceito
de arte para a vida cotidiana, seguido de forte rejeição
ao tema pontuada com frases como “eu só quero
aprender a ler e escrever, já sou muito velho para
essas coisas”, além de faltas às aulas.
Diante deste cenário, um projeto articulando arte e
cultura foi aprovado com entusiasmo pela direção
da escola. Com o objetivo de conquistar o interesse do alunado,
o primeiro passo foi organizar mostras de contos e danças
potiguares. Para isso, foram utilizados livros e revistas
locais, bem como registros em VHS, sempre selecionados junto
com os alunos. O material abriu espaço para a discussão
coletiva. Paralelamente, a professora adotou como instrumentos
de trabalho o violão, um pandeiro, dois ganzás
e um triângulo. Se no início muitos riam da “excentricidade”
da figura da professora, aos poucos os sorrisos ganharam outro
significado, na medida em que cantavam e tocavam junto com
ela. O segundo passo foi transformar em leituras e produções
de textos verbais e não verbais os materiais apreciados
até então. Cada turma escolheu sua forma de
expressão: coral, jogral, exposição de
ilustrações, artesanato e pintura. Num terceiro
momento, artistas e poetas locais foram convidados a participar
do projeto com recitais e exposições na própria
escola. Após as apresentações, os artistas
conversaram com os alunos sobre a cultura popular, o que gerou
grande entusiasmo em todos os envolvidos. Na avaliação
da educadora, o fazer pedagógico proporcionou que os
alunos percebessem nas narrativas, imagens e cantos, o caráter
dinâmico da cultura e aprendessem, de forma consciente
e comprometida, algumas relações sócio-culturais
da arte popular do seu lugar, gerando sentimentos de pertencimento,
atenção e apreço pela comunidade.
Menções Honrosas
Nome do Projeto: Comendo a Arte
Professor/a responsável: Fernanda
Assumpção
Cidade/ Estado: São Paulo/SP
Pólo Arte na Escola : UNISO
Nome do Projeto: Xadrez Jogo da Vida
Professor/a responsável: Leísa
Sasso
Cidade/ Estado: Brasília/DF
Pólo Arte na Escola: UNB
Nome do Projeto: Corpos que falam - Uma escuta
sensivel
Professor/a responsável: Soraia Cristina
Cardoso Lelis
Cidade/ Estado: Uberlândia/MG
Pólo Arte na Escola: UFU
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