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"Combatendo" os estereótipos desde a Educação Infantil. Tópico encerrado
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Data: 01.06.2010 - Hora: 11:12
Jefferson Passos

Me preocupa muito quando nas series maiores, as crianças só desenham aquels famososestereótipos da flor com cinco pétalas, da estrela, do coração (partido, sangrando), da árvore, do sil com rostinho no cantinho da folha. Será que isso vem de deficiencias na Ed. Infantil?

Agora que dou aulas do maternal ao 6º ano, queria educar meus alunosem artes longe desses esetereótipos para que possam criar e viver arte intensamente... vamos discutir sobre possiveis dicas e ou soluções?

Abraços

Jefferson Passos - Uberlândia MG



Denise Nalini


Data: 13.07.2010 - Hora: 16:36 [citar] [topo]
Denise Nalini escreveu:
Jefferson Passos escreveu:
Denise Nalini escreveu:
Ola Jefferson, Também achei ótima a contribuição da Julmara, e avalio que são práticas como essas que apontam novos caminhos, aproveito para indicar um artigo recente da Revista Avisala no. 41 - Engolindo Arvores com os olhos , esse artigo traz a experiência de uma professora do Ateliê Parangolé de Jundiaí , nele a professora Ana Teixeira relata o seu percurso no trabalho para ampliar o repertório das crianças. É uma experiência que vale a pena conhecer . Beijocas e ai vamos nós



Olá Denise. Fiquei curioso em ver o artigo mas não encontrei na internet. Você teria ele pra colocar na net ou aqui no fórum? Gosto de ler esses relatos de experiência pois sempre podemos analisar e resignificá-los em nosso cotidiano escolar. Veja se consegue isso pra gente... ok?

Abraços e obrigado por participar do forum.

Jefferson,

A Revista Avisalá é feita por uma pequena ONG da cidade de São Paulo, você pode ter acesso a Revista  por assinatura. Normalmente, há uma política de disponibilização de artigos de anos anteriores, infelizmente esse é um número bem recente o que me impede de disponibilizá-lo na net. Mas todos podem acessar o site http://www.avisala.org.br">www.avisala.org.br, em especial  na biblioteca do projeto Formar em rede são disponibilizados uma série de artigos sobre desenho, artigos que não tratam especificamente desse tema mas que nos ajudam a pensar sobre como essa linguagem se constituí.  Essa pesquisa ajuda muito a resignificar o trabalho com o desenho e a ampliar a discussão.  

beijos e vou continuar a pesquisar mais materiais para enriquecer essa conversa. beijocas

E para continuar essa discussão além dos artigos já indicados, que tal acessar esse disponibilizado no site arte na escola , para isso é so entrar em pesquisar - artigos .



Infância e descoberta: conhecendo a linguagem da arte, indo de encontro aos estereótipos
Bruna Pereira Alves

RESUMO

As crianças começam a ter contato com a arte na educação infantil. Nesta fase, elas sonham acordadas, inventam e descobrem coisas, se aventuram em um mundo desconhecido, não têm medo de criar. Pensando neste contexto, venho destacar a importância de o professor aproveitar esta fase de seus alunos e disponibilizar recursos para aprimorar o conhecimento deles e aguçar sua curiosidade e vontade de desvendar, já que é assim, que os alunos ampliarão seu vocabulário visual e darão asas a sua imaginação. Assim, escrevo este artigo, para levantar a importância de o professor agitar-se no movimento de mudanças e descobertas, argumentando e criticando, movimentando-se no sentido de oportunizar ao seu aluno um melhor ambiente de aprendizagem. Além disso, venho levantar como outro ponto essencial em minha discussão, a questão dos estereótipos, muito difundidos no ambiente escolar, destacando a importância de se pensar sobre eles, e sua influência sobre os alunos, principalmente na educação infantil, em que a criança começa a criar conceitos e relações novas a respeito do que aprende, não devendo ter como base modelos prontos. Desta forma, levanto a importância de o professor utilizar os jogos e o lúdico para chamar a atenção de seus alunos para o que ele está apresentando e, sem utilizar estereótipos, possibilitá-los a utilizar a imaginação para fazer arte.

Palavras-chave: Arte; Criar; Estereótipos; Imaginação.

E o artigo já citado pela profa. Ma. Letícia ...

Das Idées reçues francesas aos desenhos recebidos brasileiros
Dra. Maria Leticia Rauen Vianna *

Resumo:

Idéias recebidas (idées reçues) são idéias que se aceita sem repensar, sem tolerar discussão, sem consultar ninguém. Elas constituem “lugares comuns”, expressos em frases feitas, em clichés, apresentadas como verdades adquiridas desde sempre, as quais não se sabe nem de onde nem de quem se aprendeu. De larga tradição na civilização francesa, a expressão “idées reçues” só se fixou como sintagma no séc. 19. A partir das “idées reçues” do escritor francês Flaubert, este artigo tenta estabelecer paralelos entre aquela noção francesa e as imagens escolares brasileiras. “Recebidos“ é a designação que a autora propõe para nomear os desenhos encontrados no ambiente escolar no Brasil. Inspirando-se no “Dictionnaire des Idées Reçues” de Flaubert , ela tece uma série de reflexões sobre tais imagens, baseada em suas próprias observações da realidade escolar e no desenvolvimento de um processo que denomina “desestereotipização” neologismo que criou.

Palavras–chave:-Imageria Escolar- Formação de Professores - Práticas Pedagógicas- Desestereotipização do desenho.



Denise Nalini


Data: 13.07.2010 - Hora: 16:27 [citar] [topo]
Jefferson Passos escreveu:
Denise Nalini escreveu:
Ola Jefferson, Também achei ótima a contribuição da Julmara, e avalio que são práticas como essas que apontam novos caminhos, aproveito para indicar um artigo recente da Revista Avisala no. 41 - Engolindo Arvores com os olhos , esse artigo traz a experiência de uma professora do Ateliê Parangolé de Jundiaí , nele a professora Ana Teixeira relata o seu percurso no trabalho para ampliar o repertório das crianças. É uma experiência que vale a pena conhecer . Beijocas e ai vamos nós



Olá Denise. Fiquei curioso em ver o artigo mas não encontrei na internet. Você teria ele pra colocar na net ou aqui no fórum? Gosto de ler esses relatos de experiência pois sempre podemos analisar e resignificá-los em nosso cotidiano escolar. Veja se consegue isso pra gente... ok?

Abraços e obrigado por participar do forum.

Jefferson,

A Revista Avisalá é feita por uma pequena ONG da cidade de São Paulo, você pode ter acesso a Revista  por assinatura. Normalmente, há uma política de disponibilização de artigos de anos anteriores, infelizmente esse é um número bem recente o que me impede de disponibilizá-lo na net. Mas todos podem acessar o site http://www.avisala.org.br">www.avisala.org.br, em especial  na biblioteca do projeto Formar em rede são disponibilizados uma série de artigos sobre desenho, artigos que não tratam especificamente desse tema mas que nos ajudam a pensar sobre como essa linguagem se constituí.  Essa pesquisa ajuda muito a resignificar o trabalho com o desenho e a ampliar a discussão.  

beijos e vou continuar a pesquisar mais materiais para enriquecer essa conversa. beijocas



Denise Nalini


Data: 13.07.2010 - Hora: 16:19 [citar] [topo]
escreveu:
Olá Letícia...creio que um Fórum é aberto para discutir, analisar  e rever conceitos ou pré conceitos já estabelecidos.  E é óbvio que alguns conceitos já foram discutidos e revistos...mas creio que as experiências relatadas é que fazem da discussão um caminho necessário para a revisão de sua prática pedagógica. E se fui repetitiva, PERDÃO; se não se permite ouvir repetições não queira ser uma mediadora de um fórum.
att


Olá querida, fique tranquila, pode sim se repetir e retornar as questões que já foram discutidas.

A participação num fórum é assim mesmo, nem sempre todos concordam, mas não há uma única verdade  . Esse é o papel da mediação permitir que as diferentes expressões possam se encontrar e dizer de fato o que pensam, e por tratar de um tema tão presente na prática de cada é que o site do ARTE na Escola tematizou a proposta do prof. Jefferson.  

Eu sou a mediadora Denise Nalini  e acredito que meu papel é deixar que esses muitos saberes e  práticas possam aparecer, melhores ou piores, informadas ou não, é nessa conversa que os  caminhos se constituem . Fique á vontade !

 

 



Maria Leticia Rauen Vianna


Data: 07.07.2010 - Hora: 13:49 [citar] [topo]
escreveu:
Olá Letícia...creio que um Fórum é aberto para discutir, analisar  e rever conceitos ou pré conceitos já estabelecidos.  E é óbvio que alguns conceitos já foram discutidos e revistos...mas creio que as experiências relatadas é que fazem da discussão um caminho necessário para a revisão de sua prática pedagógica. E se fui repetitiva, PERDÃO; se não se permite ouvir repetições não queira ser uma mediadora de um fórum.
att
Não sei quem escreveu isso acima, (não encontrei o nome da pessoa) mas acho que houve um EQUÍVOCO, pois não sou  a mediadora, sou apenas uma das participantes. Portanto, acho que esta crítica não era dirigida a mim. Há duas mediadoras, Mirca e Denise. Entretanto, concordo que quando alguém entra no fórum, seria bom que procurasse ler tudo o que já foi escrito, pra se inteirar de coisas importantes que já foram ditas. Não se trata de rediscutir conceitos (o que também seria bem interessante!) mas de indicações que já foram feitas.. ABÇ Leticia






Data: 05.07.2010 - Hora: 14:35 [citar] [topo]
Olá Letícia...creio que um Fórum é aberto para discutir, analisar  e rever conceitos ou pré conceitos já estabelecidos.  E é óbvio que alguns conceitos já foram discutidos e revistos...mas creio que as experiências relatadas é que fazem da discussão um caminho necessário para a revisão de sua prática pedagógica. E se fui repetitiva, PERDÃO; se não se permite ouvir repetições não queira ser uma mediadora de um fórum.
att


Jefferson Passos


Data: 05.07.2010 - Hora: 8:18 [citar] [topo]
Denise Nalini escreveu:
Ola Jefferson, Também achei ótima a contribuição da Julmara, e avalio que são práticas como essas que apontam novos caminhos, aproveito para indicar um artigo recente da Revista Avisala no. 41 - Engolindo Arvores com os olhos , esse artigo traz a experiência de uma professora do Ateliê Parangolé de Jundiaí , nele a professora Ana Teixeira relata o seu percurso no trabalho para ampliar o repertório das crianças. É uma experiência que vale a pena conhecer . Beijocas e ai vamos nós



Olá Denise. Fiquei curioso em ver o artigo mas não encontrei na internet. Você teria ele pra colocar na net ou aqui no fórum? Gosto de ler esses relatos de experiência pois sempre podemos analisar e resignificá-los em nosso cotidiano escolar. Veja se consegue isso pra gente... ok?

Abraços e obrigado por participar do forum.



Denise Nalini


Data: 04.07.2010 - Hora: 22:26 [citar] [topo]
Ola Jefferson, Também achei ótima a contribuição da Julmara, e avalio que são práticas como essas que apontam novos caminhos, aproveito para indicar um artigo recente da Revista Avisala no. 41 - Engolindo Arvores com os olhos , esse artigo traz a experiência de uma professora do Ateliê Parangolé de Jundiaí , nele a professora Ana Teixeira relata o seu percurso no trabalho para ampliar o repertório das crianças. É uma experiência que vale a pena conhecer . Beijocas e ai vamos nós
Jefferson Passos escreveu:

Olá Julmara. Gostei muito da experiência de pesquisar texturas pela escola. Com certeza foi um período de descobertas incríveis tanto da proposta que vc deu, quanto do espaço escolar que às vezes é pouco aproveitado por todos nós. Já imagino as crianças com esses papéis e giz d cera... O exercício de observar para depois representar é um ótimo método de trabalho. Acho qe o que as crianças mais precisam é parar para ver, apreciar, tocar, sentir as texturas das plantas e objetos que as rodeiam, reparando o detalhe, sentindo realmente antes de partir para o desenho. Desenhamos melhor aquilo que nos apropriamos primeiro.

Realmente temos que ter como base aquilo que não queremos para nossos alunos. O que queremos, fóruns como este nos ajudam a abrir nossos horizontes para outras perspectivas, além das que já conhecemos e praticamos.

Estou achando o fórum riquíssimo, estou adorando participar.





Maria Leticia Rauen Vianna


Data: 02.07.2010 - Hora: 14:47 [citar] [topo]
Mareide Lopes de Arruda escreveu:

 

Olá Leticia,

Sou graduada em Língua Portguesa com Pós em Práticas pedágogicas em Artes e, o desenho esteriotipado é realmente o carma na escola em que leciono - 6º ao 8º ano. Por DEUS, mande-me informações sobre o seu livro, e tudo o mais que tiver, pois eu e meus alunos já estamos na UTI do estresse. Bjus a todos - Mareide - meu e-mail é: mareidelopes@hotmail.com 


Olá Mareide. Por enquanto, leia meus artigos no site do arte na escola. Eles estão no 'Pesquise' e já passei esta informação numa mensagem que escrevi logo no inicio do forum. Veja se consegue recuperar os títulos. Também veja, por favor, algo que escrevi sobre a grafia correta da palavra  esterEótipo. E, fique tranquila, que vou sim te avisar sobre o lançamento do livro. Um abraço e obrigada por seu interesse. Leticia


Maria Leticia Rauen Vianna


Data: 01.07.2010 - Hora: 21:36 [citar] [topo]
Jefferson Passos escreveu:

Olá Julmara. Gostei muito da experiência de pesquisar texturas pela escola. Com certeza foi um período de descobertas incríveis tanto da proposta que vc deu, quanto do espaço escolar que às vezes é pouco aproveitado por todos nós. Já imagino as crianças com esses papéis e giz d cera... O exercício de observar para depois representar é um ótimo método de trabalho. Acho qe o que as crianças mais precisam é parar para ver, apreciar, tocar, sentir as texturas das plantas e objetos que as rodeiam, reparando o detalhe, sentindo realmente antes de partir para o desenho. Desenhamos melhor aquilo que nos apropriamos primeiro.

Realmente temos que ter como base aquilo que não queremos para nossos alunos. O que queremos, fóruns como este nos ajudam a abrir nossos horizontes para outras perspectivas, além das que já conhecemos e praticamos.

Estou achando o fórum riquíssimo, estou adorando participar.

Pois é, concordo em parte, porque não podemos esquecer que desenho não é só observação, é também imaginação. Então, só observar, resolve uma parte do problema, mas não o problema inteiro. Pensemos nisso!! Leticia



Jefferson Passos


Data: 01.07.2010 - Hora: 15:49 [citar] [topo]

Olá Julmara. Gostei muito da experiência de pesquisar texturas pela escola. Com certeza foi um período de descobertas incríveis tanto da proposta que vc deu, quanto do espaço escolar que às vezes é pouco aproveitado por todos nós. Já imagino as crianças com esses papéis e giz d cera... O exercício de observar para depois representar é um ótimo método de trabalho. Acho qe o que as crianças mais precisam é parar para ver, apreciar, tocar, sentir as texturas das plantas e objetos que as rodeiam, reparando o detalhe, sentindo realmente antes de partir para o desenho. Desenhamos melhor aquilo que nos apropriamos primeiro.

Realmente temos que ter como base aquilo que não queremos para nossos alunos. O que queremos, fóruns como este nos ajudam a abrir nossos horizontes para outras perspectivas, além das que já conhecemos e praticamos.

Estou achando o fórum riquíssimo, estou adorando participar.



Julmara Goulart


Data: 30.06.2010 - Hora: 15:08 [citar] [topo]
Boa tarde a todos. Realizei a leitura de alguns tópicos deste fórum e vejo que o tema realmente inquieta a muitos, inclusive a mim. Sou professora de Artes, atuo com 14 turmas, sendo duas de educação infantil. Procuro em minha prática, parafraseando sônia Krammer, considerar as crianças como produtores de cultura. Ao mesmo tempo, tento ampliar seu repertório por meio de imagens artísticas (ou não) selecionadas de acordo com os objetivos que pretendo alcançar. Gostaria de expor uma experiência: nas turmas de Educação Infantil nas quais trabalho, atualmente estou abordando o artista Franklin Cascaes, cujas obras retratam o imaginário popular da ilha de Santa Catarina. Suas obras são feitas em nanquim e lápis 6 B em geral, e são repletas de texturas. Dentre outras ações desenvolvidas, mostrei as imagens para os pequenos, que associaram ao universo dos desenhos infantis, às bruxas das histórias que ouvem, enfim. Pedi que percebessem onde haviam linhas e onde haviam pontinhos.Depois, saimos pela escola a fim de "descobrir" se essas linhas e pontinhos existem em nosso cotidiano.Munidos com giz de cera, eles exploraram as texturas dos bancos da escola, das árvores, do piso. Depois, ofereci a eles canetões, para que desenhassem o que viram.Já apareceram desenhos diferentes dos usuais: as árvoŕes, antes todas iguais, apresentaram linhas demarcando texturas, por exemplo.Numa outra aula, peguei várias obras do artista, inclusive uma foto sua e criei uma história. Expliquei para as crianças que o artista usava nanquim com pena. Levei uma pena de nanquim para a sala de aula e deixei que cada um experimentasse um pouquinho.Hoje, disponibilizei a eles palitinhos de churrasco (pena de nanquim alternativa rsrs) e nanquim e pedi para que criassem também seus "monstrinhos e bruxinhas do bem" como fazia Franklin Cascaes.Alguns garatujaram, alguns exploraram as linhas que viram, teve um menino que encheu a folha de pontinhos, dizendo que "era o rio cheio de sujeira", alguns criaram monstrinhos. Enfim, não sei se estou no caminho. Não sei bem ainda o que deve ser feito, mas eu sei o que não quero que seja feito, ou seja, trazer modelos prontos para as crianças que tem grande potencial de criação, basta que seja estimulado. (Sandra Richter falou isso na pós que fiz na UNESC: "podemos não saber direito o que queremos, mas temos que saber o que não queremos".) Um grande abraço a todos. Já me alonguei demais.As discussões por aqui estão muito boas.

Jefferson Passos


Data: 30.06.2010 - Hora: 7:37 [citar] [topo]
Silemar Maria de Medeiros da Silva escreveu:

Oi...Sou coordenadora Geral do Arte na Escola Pólo/Unesc. Mas é como professora de educação infantil que me arrisco a comentar um pouco sobre esse assunto que tem fomentado inquietações não apenas nesse Fórum, o qual vem comungando com questões trazidas por nossos professores.

Não creio que possamos "combater", tão pouco "achar culpados" - ou mesmo achar que o esteriótipo é algo que deva ser excluído do nosso repertório de professores de artes (enquanto preocupação) - tenho dúvidas com relação a própria afirmação que trago...o Fórum mexeu com minhas dúvidas.

Penso que quanto mais evidenciarmos essa preocupação, menor será a nossa energia para criarmos novos caminhos, ampliarmos nosso repertório que possa interessar o universo das crianças. Ler e contar boas histórias, ver filmes (para podermos melhor selecioná-los), ampliarmos nosso olhar com relação ao universo das crianças - dos seus interesses e suas possibilidades, nos dariam subsídio para que criassemos novos desejos e sonhos... Comungo com todas as preocupações, me vejo também fazendo perguntas e tentado melhor compreender a ação de alunos que apresentam muita dificuldade em "deixar de desenhar algo que  foi elogiado". O importante é percebermos a criança como produtora de cultura e fazermos com que ela acredite nisso, não é?

Aprendo a desenhar desenhando... aprendo a conhecer melhor as crianças convivendo com elas...

 

 

Boas observações. A constante preocupação com essas questões nos deixa menos forte, realmente... è inquietante pensar que nos preparamos, pesquisamos, propomos inovações e na hora de criar, nossos alunos apelam para as fórmulas prontas. Por mais que eu sugira fazer diferente, alguns são bem relutantes e dizem "não se", " não vou dar conta", sem ao menos se propor a tentar.


Vejo boas experiências e discussões nesse fórum. Estou me questionando diante de tantas observações aqui apresentadas. Ainda temos um tempinho pradiscutir. Logo maissugiro que passemos a organizar as apontações mais relevantes.

Abraços a todos!



Silemar Maria de Medeiros da Silva


Data: 29.06.2010 - Hora: 20:00 [citar] [topo]

Oi...Sou coordenadora Geral do Arte na Escola Pólo/Unesc. Mas é como professora de educação infantil que me arrisco a comentar um pouco sobre esse assunto que tem fomentado inquietações não apenas nesse Fórum, o qual vem comungando com questões trazidas por nossos professores.

Não creio que possamos "combater", tão pouco "achar culpados" - ou mesmo achar que o esteriótipo é algo que deva ser excluído do nosso repertório de professores de artes (enquanto preocupação) - tenho dúvidas com relação a própria afirmação que trago...o Fórum mexeu com minhas dúvidas.

Penso que quanto mais evidenciarmos essa preocupação, menor será a nossa energia para criarmos novos caminhos, ampliarmos nosso repertório que possa interessar o universo das crianças. Ler e contar boas histórias, ver filmes (para podermos melhor selecioná-los), ampliarmos nosso olhar com relação ao universo das crianças - dos seus interesses e suas possibilidades, nos dariam subsídio para que criassemos novos desejos e sonhos... Comungo com todas as preocupações, me vejo também fazendo perguntas e tentado melhor compreender a ação de alunos que apresentam muita dificuldade em "deixar de desenhar algo que  foi elogiado". O importante é percebermos a criança como produtora de cultura e fazermos com que ela acredite nisso, não é?

Aprendo a desenhar desenhando... aprendo a conhecer melhor as crianças convivendo com elas...

 

 



Maria Leticia Rauen Vianna


Data: 28.06.2010 - Hora: 22:07 [citar] [topo]
suzana barbosa de castro escreveu:

O esteriótipo esta presente na vida do professor desde o Magistério (é claro para os que o fizeram) quando tínhamos aulas de desenho pedagógico...e  ficávamos ansiosos para por em prática as infindáveis pastas...iguaizinhas a da professora...rs
Ou quando criança "Euzinha" que tinha uma certa afinidade com o desenho... minha mãe acho que pressentindo minha vocação para a arte, matriculou-me em uma escola de desenho...rs acho que deveria chamar "escola de esteriótipos"... Copiei toda a pasta da professora...tecnicamente ótimos mais igualzinhos com os da professora...
Por fim quando fui pra faculdade com aquela pastinha de desenhos achando que ia ser o máximo...rs percebi que deveria desaprender tudo..rs
Desaprendi graças a Deus...e sei da nossa responsabilidade enquanto professor de arte. A criatividade só é sentida e  produzida quando provocada. Quando saberemos se estamos diante de  novos Picassos, Van Goghs se todas as crianças continuarem a esperar que o professor o diga o que fazer e quando fazer, mesmo sabendo que o seu trabalho é único e cheio de significados....     (como a Flor vermelha do caule verde)
Outra questão bem importante é a seguinte, somos seres humanos passíveis de erros, tudo bem colocar a culpa em alguém, mas agora  alguns municípios já possui o especilista de arte na educação infantil e até mesmo na creche....e agora José de quem é a culpa?

Olá Suzana. Veja por favor, em uma outra mensagem, anterior, o que escrevi sobre a palavra ester-E-ótipo e não ester-I-ótipo como você escreveu. Leia tb meus artigos, já indicados neste forum que estão no 'Pesquise' do site arte na escola. Tb já os citei em mensagens anteriores e têm muito a ver com o que você conta da sua experiência como aluna.. Aliás, acho sempre importante que quem entra no forum, leia TUDO o que já foi escrito antes.. Poupa tempo e retrabalho...Um abraço Leticia



Denise Nalini


Data: 28.06.2010 - Hora: 21:37 [citar] [topo]
Katiana Queiroz escreveu:
Olá! sou coordenadora pedagógica de um centro de educação infantil aun ano! trabalhei no Proinfantil e isto me orientou bastante sobre o desenho na educação infantil dentre outras coisas. fico muito mal quando vejo professores ainda colocaren numa folha o titulo: desenho livre e não aproveitar este momento pra explorarem estorinhas, assuntos da comunidade, entre tantas coisas que podem ser explorados através dos desenhos. qual a opinião de vcs?  q sugestões posso trabalhar com esse tipo de professor?! um abraço

Olá Katiana,
Acho super importante a sua preocupação e avalio que precisamos pensar nas situações que são propostas aos professores. Acho importante sempre considerar que a aprendizagem é um longo processo e que requer não apenas uma , mais uma sequência de atividades formativas que possam ajudá-lo a entender não apenas das diferentes tempos do desenho infantil como das possibilidades de cada momento. Vou além não me preocupa, apenas a folha em branco com o título, mas entender o que seria uma proposta de desenho livre, essa proposta me parece que linka muito com um momento em que o trabalho com artes estava vinculado a um fazer pelo fazer. Ir além é propor ao professor, atividades que trabalhem com os elementos da linguagem do desenho como a linha, forma..., com apreciações que possibilitem ao seu grupo pensar no que de fato querem que as crianças aprendam, nesse contínuo formativo nasce a possibilidade da mudança .
beijocas e obrigado pela sua contribuição

Denise Nalini


Data: 28.06.2010 - Hora: 21:28 [citar] [topo]
Jânia M.P. Sucupira escreveu:
Eu vou selecionar alguns estereótipos que tenho comigo de alunos da educação infantil e postar aqui mais tarde. Sol entre nuvens, a famosa casinha, os morrinhos, os bonequinhos com as mãos escondidas, o sol entre morros, a ilha. São reproduções que eles aprendem com o professor de primário e seus coleguinhas. Aliás, as crianças passam muito tempo colorindo  em sala de aula, entre uma atividade e outra,desenhos prontos de personagens infantis onde o fundo é uma paisagem estereotipada igual as mencionadas acima.
Jânia , que interessante coloque mesmo ajuda muito a pensar em que modelos e quais imagens as crianças estão se referindo.
Fico pensando pela minha prática de formação que mesmo crianças que tem propostas diferenciadas tem um momento que desenham esses modelos . Avalio que a questão é mesmo pensar sobre quais propostas podem ser instigadoras para que as crianças possam elas mesmas se sentirem desafiadas a ir além . Quanto aos professores , acho importante ir além da culpabilização ou da busca de um culpado por essa ou aquela prática, todas as práticas são frutos de determinados momentos históricos e todo professor precisa assim como os alunos ser desafiado a ir além . Aguardo as produções e obrigado 


Katiana Queiroz


Data: 28.06.2010 - Hora: 20:13 [citar] [topo]
Olá! sou coordenadora pedagógica de um centro de educação infantil aun ano! trabalhei no Proinfantil e isto me orientou bastante sobre o desenho na educação infantil dentre outras coisas. fico muito mal quando vejo professores ainda colocaren numa folha o titulo: desenho livre e não aproveitar este momento pra explorarem estorinhas, assuntos da comunidade, entre tantas coisas que podem ser explorados através dos desenhos. qual a opinião de vcs?  q sugestões posso trabalhar com esse tipo de professor?! um abraço




Data: 28.06.2010 - Hora: 18:57 [citar] [topo]

O esteriótipo esta presente na vida do professor desde o Magistério (é claro para os que o fizeram) quando tínhamos aulas de desenho pedagógico...e  ficávamos ansiosos para por em prática as infindáveis pastas...iguaizinhas a da professora...rs
Ou quando criança "Euzinha" que tinha uma certa afinidade com o desenho... minha mãe acho que pressentindo minha vocação para a arte, matriculou-me em uma escola de desenho...rs acho que deveria chamar "escola de esteriótipos"... Copiei toda a pasta da professora...tecnicamente ótimos mais igualzinhos com os da professora...
Por fim quando fui pra faculdade com aquela pastinha de desenhos achando que ia ser o máximo...rs percebi que deveria desaprender tudo..rs
Desaprendi graças a Deus...e sei da nossa responsabilidade enquanto professor de arte. A criatividade só é sentida e  produzida quando provocada. Quando saberemos se estamos diante de  novos Picassos, Van Goghs se todas as crianças continuarem a esperar que o professor o diga o que fazer e quando fazer, mesmo sabendo que o seu trabalho é único e cheio de significados....     (como a Flor vermelha do caule verde)
Outra questão bem importante é a seguinte, somos seres humanos passíveis de erros, tudo bem colocar a culpa em alguém, mas agora  alguns municípios já possui o especilista de arte na educação infantil e até mesmo na creche....e agora José de quem é a culpa?



Jânia M.P. Sucupira


Data: 28.06.2010 - Hora: 0:52 [citar] [topo]
Eu vou selecionar alguns estereótipos que tenho comigo de alunos da educação infantil e postar aqui mais tarde. Sol entre nuvens, a famosa casinha, os morrinhos, os bonequinhos com as mãos escondidas, o sol entre morros, a ilha. São reproduções que eles aprendem com o professor de primário e seus coleguinhas. Aliás, as crianças passam muito tempo colorindo  em sala de aula, entre uma atividade e outra,desenhos prontos de personagens infantis onde o fundo é uma paisagem estereotipada igual as mencionadas acima.

Mareide Lopes de Arruda


Data: 26.06.2010 - Hora: 21:32 [citar] [topo]

 

Olá Leticia,

Sou graduada em Língua Portguesa com Pós em Práticas pedágogicas em Artes e, o desenho esteriotipado é realmente o carma na escola em que leciono - 6º ao 8º ano. Por DEUS, mande-me informações sobre o seu livro, e tudo o mais que tiver, pois eu e meus alunos já estamos na UTI do estresse. Bjus a todos - Mareide - meu e-mail é: mareidelopes@hotmail.com 




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