| Caminhos possíveis para a construção de uma proposta curricular em Arte |
Tópico encerrado
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Data: 10.03.2008 - Hora: 14:20 |
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Monica Kondziolková
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Olá Professores,
Sejam todos bem-vindos a este Fórum, que pretende discutir sobre a construção de uma proposta curricular em Arte. Este tema foi abordado em artigo pela professora doutora Silvia Sell Duarte Pillotto na edição 49 do Boletim Arte na Escola. Silvia Pillotto é professora titular na Universidade da Região de Joinville, doutora em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina, mestre em Educação pela Universidade Federal do Paraná e especialista em Fundamentos Estéticos para a Arte na Educação pela Faculdade de Artes do Paraná. Ela é autora de vários livros publicados (dentre eles:
A arte como propulsora da integração escola e comunidade; Linguagens da arte na infância e Arte, Educação e Cultura, lançados em 2007) e estará moderando esta discussão. "Quem decide quais conteúdos a serem trabalhados? Professores, secretarias de educação, escolas, estudantes?" são perguntas que ela procura responder e que, desejamos, incitem e aqueçam este fórum!
Abraços,
Monica Kondziolková
Coordenadora Comunicação
Instituto Arte na Escola
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Elizabeth Strelow Teuber
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Elaine Schmidlin escreveu:
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Olá Silvia
Como está Portugal? E você? Sei que estás trabalhando sobre educação infantil discutindo temas importantes como a questão avaliativa. Nossa! Como é difícil avaliar no momento que tentamos abordar quais seriam os conteúdos de arte para as diferentes fases e como pensá-los dentro de Propostas Políticas Pedagógicas. Bem, creio que estas questões remetem ao contexto de cada um de nós porque penso que uma das ações fundamentais é relacionar aquilo que chamamos "conteúdo" com o contexto onde nos inserimos. Porém, vejo a necessidade de repensar o próprio termo "conteúdo" pois, sempre remeto-me a Paulo Freire que fala da "educação bancária". Creio que discutir políticas públicas passa também pela discussão daquilo que prefiro entender como territórios da arte, os quais abarcam uma série de assuntos que se deslocam pelos vários níveis de ensino. Poderíamos pensar sobre isto?
Abraços
Elaine Schmidlin
(Pólo Arte na Escola/UDESC)
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Keity Valença
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Saudações participantes do fórum e Profº Silvia
Sou aluna do Pólo de Artes da UNICSUL em São Paulo, minha professora de Mediação arte-público, nos indicou o site e o fórum para termos acesso as propostas e idéias dos professores das mais diferentes partes. O nosso curso é de licenciatura, estar em contato com educadores é muito importante para nossa formação, estou lendo com muita atenção as informações e opiniões.
Nós temos aulas on-line algumas vezes no mês, gosto muito de usar estas ferramentas para estudar - a internet nos dá acesso ao mundo – com a indicação de nossos professores podemos futuramente repassar com sabedoria tudo que a informática auxilia em sala de aula. A idéia de cursos a distância e vídeos conferências é maravilhosa, penso que professores de cidades pequenas e alunos de arte de todas as partes necessitam deste tipo de atualização, digo isto principalmente porque como moro em SP tenho muito mais acesso a cursos, workshops e espero que vocês professores com tantos anos de pesquisa tenham idéias práticas como estas mas que principalmente as coloquem em AÇÃO.
AÇÃO! Para mim este é o segredo da educação neste país, se juntem e pratiquem as boas idéias.
Obrigada pelo espaço,
Keity Valença
K8up@hotmail.com
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Samira Fernandes Delgado
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Olá Mônica, Silvia e demais participantes do Fórum, esta é a primeira vez que participo de um Fórum neste site, e estou encantada com a discussão em torno da construção de uma proposta curricular em Arte. As idéias e sugestões colhidas na discussão provocam mais perguntas do que respostas, e isso é ótimo, pois significa que estamos crescendo juntos, procurando caminhos possíveis, trilhando por novas propostas e buscando construir um ensino de Arte mais sintonizado com a realidade de cada região, sem deixar de lado alguns aspectos comuns a todo o país. Sou professora de artes em Natal, no Rio Grande do Norte, e atualmente estamos buscando esses possíveis caminhos que nos ajudem a melhorar cada vez mais o ensino de Artes em nossas escolas. Aproveito para pedir sugestões de bibliografia (livros ou artigos) sobre a temática em discussão. A sugestão sobre um curso a distância é muito bem vinda, engrosso a fileira dos interessados, creio que podemos aprender muito juntos, ligados por esta rede de comunicação.
Abraços a todos,
Samira Delgado
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Marília Schmitt Fernandes
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Olá Silvia e demais colegas! Estive uns dias ausente porque estava envolvida postando as propostas das aulas no blog, mas concordo contigo, pode ser por tele-conferência desde que seja acessível a grande parte dos interessados. Por favor não abandone está idéia, penso que seria um passo adiante uma formação continuada e a distância. Abraços.
Olá Gilberto ! Estive lendo a sua proposta sobre as Equipes Multiartísticas e achei interessante, mas fiquei pensando em como isto vai se organizar na escola, com o deslocamento de professores de uma escola para a outra, preparação das aulas e materiais ( como os conteúdos seriam articulados através destas áreas e com profissionais específicos???) etc. . Cheguei a pensar que estaríamos voltando a idéia das aulas em atelier, me desculpe se eu estiver errada.
Falo isto, porque também não acredito numa polivalência imposta até porque minha formação é em Artes Visuais. Mas, como trabalho sempre na forma de projetos tenho a possibilidade de articular estas áreas de expressão com diferentes linguagens ao mesmo tempo. Tenho consciência de que não tenho domínio técnico para formar meus alunos nas áreas da música, teatro e dança, mas também nada me impede de despertá-los para um contato com estas Artes, porque não considero minhas aulas como ponto de chegada e sim um ponto de partida para novas experiências criativas.
Experiências estas, que estão muito presentes nas obras de artistas contemporâneos, que mesmo não dominando todas as áreas de expressão se arriscam criando um mix de linguagens numa mesma produção( repartindo muitas vezes a autoria de suas idéias com a equipe técnica) , e aí estão as Bienais e outras mostras como a FILE - Festival Internacional de Linguagens Eletrônicas que está no SANTANDER CULTURAL na cidade de Porto Alegre - RS, que convocam quase a totalidade de nossos sentidos durante a sua apreciação. E isto também é vivenciado pelos alunos. Penso que, se nos abrirmos ao conhecimento que o aluno traz com ele sobre música, dança e teatro vamos nos surpreender e até poderemos direcionar algumas habilidades especiais para atividades extras ( trazendo também artistas locais para a sala de aula...). Mas o que mais me preocupa é como vamos organizar nosso currículo de modo que garanta ao aluno o direito de transitar ( ora como apreciador, ora como produtor, ora como construtor do seu conhecimento ) no meio artístico seja ele qual for. Abraços a todos Marilia
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gilberto aparecido damiano
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Edson
falas poeticamente e tendes ao desvio dos infans! acho que não tem como o adulto - no ambiente escolar - conviver com as crianças (nem aquela internada de todos nós e que nós!), pois a escola tem FUNÇÃO MERCAdORIAL, não é para brincar. Por isso, pensar em currículo também nas artes é estar sob rédeas! Talvez a ideía de "mostrar" as linguagens artísticas, inclusive a Literatura, pode ser interessante no ambiente escolar. Já forma(ta)r é outra coisa; pois as crianças nos moldes que temos são sempre infans... Acho muito bom que não tenha nota e nem frequência rigorosa para nossas atividades de 50 minutos! Não dá tempo pra normalizar ninguém!!!!!! Mas o que Vc acha da questão do currículo mesmo????
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gilberto aparecido damiano
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Valdemir
Vc tem material escrito sobre essas experiências? Tb tenho aproximações com F. Hernández (estive com ele em braga-pt em fevereiro) e gostaria de ler sobre as suas pontuações... E a questão da coordenação - essas funções sempre pegam na 'cabeça' das pessoas: concretamente não aprendemos a trabalhar em equipe! aguardo seu contato: gilberto.damiano@ufjf.edu.br
Sílvia
tenho ouvido falar de educação continuada,sim (nos estados que mencionou), mas desconheço o trabalho em equipes na maneira como refiro. Agora a Valdemir colocou alguma coisa. Acho que a ideía de termos uma formação a distancia pode ser mesmo interessante. Tb a tele-conferencia - problema seria equipamento pra isso - não?
Brigado!
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Edson da Silva
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Silvia e partcipantes deste Fórum sobre arte e currículo,
Apreciar, fazer e contextualizar arte potencializam e significam todo caminho em formação, talvez melhor seria, (trans)formação, por ser uma forma de afetar e ser afetado nas interações humanas com as artes que são criações humanas.
Aprender é uma forma de esquecer o que não tem sentido e significado para as pessoas, o que não fora (con)sentido... para crianças, jovens e adultos.
Concordo que adultos - educador(as) - precisam vivenciar o que pretendem ou desejam ou que seja necessários crianças, jovens e adultos aprenderem com as artes. Quase senso comum, "não podemos dar o que não temos", mas que faz sentido ao pensarmos que o corpo em grego representa soma, para tanto o que ensinanos está em nós ou não corporificado.
Abraços Experimentais!
Edson
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Hirlândia Milon Neves
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Olá Silvia e demais colegas!
Gostaria de comentar inicialmente a proposta do Gilberto: sou simpatizante desta forma de trabalho, no entanto são tantas variavesi envolvidas que acredito ser necessário um entendimento mais detalhado sobre onde queremos chegar com esse trabalho. falo isso a partir de duas experiências, sendo uma no próprio polo, em 2006, quando organizamos um equipe dessa natureza e desenvolvemos o trabalho junto a varias escolas, e a segunda um trabalho "coordenado" entre as 4 áreas (d, m, t, av), realizado em uma escola durante tres anos e que conseguimos não só delinear um caminho possível como instaurar uma "cultura" por meio de projetos (tendo como referência os projeto de trabalho de Fernando Hernández) a avaliação mais significativa do que tinhamos conseguido veio agora, quando o trabalho necessita de um novo coordenador. Na verdade esse é o ponto que gostaria de fomentar nessa reflexão, tais propostas entendo, tendem a funcionar em conformidade com a coordenação.
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Silvia Sell Duarte Pillotto
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Olá Gilberto;
A sua idéia é interessante, mas demanda tempo...Por conta disso, o texto sobre Propostas Curriculares foi publicado antes do Fórum...Para motivar a discussão! No entanto, embora esteja fazendo a mediação nesse Fórum e busque conversar com todos aqueles que estão a participar, sugiro que o diálogo aconteça tbém entre os pares. Santa Catarina e Rio Grande do Sul são dois Estados que já vem desenvolvendo esse trabalho de formação continuada muito intensamente e que tenho acesso . Talvez Goiás e outros tantos, mas, não tenho certeza. Esta é uma boa pesquisa para ser realizada: mapear as Propostas de outros Estados, me parece que é o objetivo do próximo Boletim do Arte na Escola.
Abraços.
Silvia
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gilberto aparecido damiano
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Sílvia
não seria o caso de se fazer uma enumeração das idéias expostas pelos participantes.... e sobre elas todos partilharem, pois me parece que a discussão fica mais entre Vc e o participante.... nem todos compartilham as sugestões/ideías dadas pelos demais (Também me incluso nesta crítica!). No meu caso, por exemplo, pedi a opinião dos colegas sobre equipes multiartísticas e só vc me retornou!?
Aliás, sobre essa idéia, Vc disse que já há eperiências neste sentido: pode me passar contatos dessas equipes? Gostaria de debater mais e quem sabe até conhecer pessoalmente uma ou outra experiência.
abraços
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Silvia Sell Duarte Pillotto
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Olá Marília;
Fico muito feliz em saber que levarás essas idéias a diante! Nos construímos nas pequenas revoluções educativas, e tenho certeza que a sua escola será beneficiada com essas ações. Quanto ao formação continuada, talvez um curso modular a distância, gosto dessa idéia e vou pensar com carinho sobre ela. Quem sabe até incluindo algumas tele-conferências, o que acha?
Beijocas.
Silvia
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Silvia Sell Duarte Pillotto
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Olá Angélica,
Não tenho conhecimento da última Proposta Curricular de São Paulo. Você poderia enviá-la? Só assim posso emitir algum parecer. De qualquer forma, penso que é fundamental nas construções de Propostas a participação efetiva de todos os autores. Nada do que venha de cima para baixo, sem que as pessoas se sintam de fato envolvidas, tem a chance de se concretizar! Preocupo-me muito com a forma com que as Propostas são construídas, pois disso dependerá sempre sua materialização nas práticas educativas.
Abraços.
Silvia
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Angelica Sansevero
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Profª Silvia,
Sua preocupação em relação a construção do currículo de Arte é muito pertinente. Os conteúdos trabalhados e a forma que são promovidos no espaço das escolas estaduais, municipais e particulares são sempre alvos de discussão, porque infelizmente possuem outras "linguagens," bem diferentes das que precisam ser realmente desenvolvidas.
Com certeza, você já tomou ciência da nova Proposta Curricular do Estado de São Paulo. Nela todas as disciplinas serão guiadas por conteúdos que segundo seus coordenadores "se fazem" necessários para a aprendizagem do aluno do ciclo II e ensino médio. O que achou dos objetivos, conteúdos lançados para o ensino/aprendizagem de Arte?
Um grande abraço
Profª Angélica Sansevero ( Arte Educadora e Coordenadora)
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Marília Schmitt Fernandes
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Oi Silvia e demais colegas !!! Primeiro quero agradecer os parabéns, que vindos de ti, são sempre muito bem vindos, especialmente quando já se está 27 anos na estrada lutando para não deixar a peteca cair. Muito obrigada!!!
Estou encantada com as propostas que estão surgindo e fico pensando o quanto seria produtivo criar um curso de formação a distância em Arte (seria um modo de juntarmos todas as realidades interessadas). Por favor pense nisto !!!! Acho que muitos colegas iam se interessar .
Esta tua idéia é maravilhosa e acho que merece um destaque maior:
" As Instituições Educativas, por sua vez, deveriam propiciar aos professores tempo/espaço para essas experiências e a troca delas com o grupo. Para além das conhecidas reuniões pedagógicas, poderia haver tbém laboratórios experimentais em que os professores pudessem, tanto quanto as crianças, descobrir a partir das linguagens da arte, universos outros, outros tantos prazeres... "
Nossa, seria muito bom se antes de propormos aos alunos novos desafios, nós também tivessemos a vivência com as exigências das linguagens, das técnicas e dos materiais propostos... Muitos educadores ainda tem dificuldades em colocar-se na pele do aluno e perceber como ele se sente diante nossas idéias. Vou levar esta tua idéia para a supervisora da escola e já posso imaginar o titi entre os professores... Vai ser muito produtivo para todos. Muito obrigada a todos pela oportunidade de troca. Abraços Marilia Schmitt Fernandes
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Silvia Sell Duarte Pillotto
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Olá Gilberto;
Sua proposta é muito interessante e alguns Estados Brasileiros já realizam trabalho semelhante. Penso que o caminho é elaborarmos projetos, junto a universidades ou com outros parceiros e levá-los as Secretarias de educação, a fim de sensibilizá-los para a importância da formação continuada. Com relação as várias linguagens e a tentativa de rompermos com a polivalência, é necessário a agilização junto as políticas públicas educativas, pois envolve questões relacionadas ao aumento de carga horária do professor, laboratórios específicos para as linguagens e uma nova forma de construir e desenvolver o currículo, além da ampliação de novos cursos de formação em arte. Mas, sem dúvida Gilberto, o caminho é esse, pensar em alternativas que flexibilizem a área de arte.
Um grande abraço e parabéns pela sua iniciativa.
Silvia
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Silvia Sell Duarte Pillotto
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Olá Edson;
Penso que sim.É fundamental que o professor de arte (mesmo aquele que não exerce a função de artista) precisa estar em contato com experiências artísticas e estéticas. Especialmente aquele que trabalha com os miúdos, pois esses contatos são imprescindíveis para a desenvolvimento da sensibilidade e a capacidade de olhar as crianças. As Instituições Educativas, por sua vez, deveriam propiciar aos professores tempo/espaço para essas experiências e a troca delas com o grupo. Para além das conhecidas reuniões pedagógicas, poderia haver tbém laboratórios experimentais em que os professores pudessem, tanto quanto as crianças, descobrir a partir das linguagens da arte, universos outros, outros tantos prazeres...
Grande abraço;
Silvia Pillotto
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Edson da Silva
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Silvia,
Agradeço pela contribuição, suas palavras torna presente o enfoque por Anna Marie Holm - artista e escritora dinamarquesa - problematiza ou simplifica: "Pare e tente ouvir as crianças e a você mesmo".
A máximas que nos provocam transitam no óbvio do cotidiano, sem ser considerado. As relações humanizadas abrem chãos para as artes, raízes projetam janelas no pensar ver perceber sentir tocar incomodar pela presença ou falta em nossas vidas. A criança vê sempre o já visto com novos olhares, precisamos aprender com elas - para rememorar Otto Lara Resende.
Esta prosa está muito boa, vamos ampliá-la?
Muitos artistas com uma extensa caminhada profissional e pessoal vivida reconsideraram que é preciso voltar a desenhar, pintar como crianças para participar dos mistérios da criação, que tal acolhermos estas preocupações e conhecermos mais de perto, junto às crianças pequenas, desde bebês para que os anos de escolarização não petrifiquem nossa essência e mesmo que venha a querer acontecer, saibamos lapidá-la para a liberdade criadora circular pela existência humana... que os "infantes" de hoje não sejam seres que não falam, que gritem ao mundo seus olhares libertos...
Abraço Criança!
Edson
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gilberto aparecido damiano
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| Olá Sílvia e demais colegas
Algumas coisinhas sobre as Equipes Multiartísticas: grupo de professores das variadas linguagens artísticas para atenderem às Unidades Escolares ((aí o número de equipes depende das possibilidades/vontade: de cada Secretaria de Educação e da reação/organização/resistência dos professores de artes); Objetivo: trabalhar em equipe; sair da polivalência e efetivamente possibilitar variadas linguagens artísticas ao alunado (pois o que temos é a imposição curricular de uma ou outra linguagem ou então a polivalência para suprir a falta de outros especialistas/linguagens, além do fazer isolado!); Procedimentos: cada especialista compartilha com os demais as suas ações e procuram, como equipe, oferecer esse trabalho ao alunado nas Unidades Escolares; provavelmente, cada equipe poderia atuar num conjunto de Unidades mais próximas – numa região; semestralmente(?) oferecem-se as especialidades; poder-se-ia também manter anualmente (?) grupos de teatro, cinema, dança, artes plásticas, etc.; Critérios: que viabilize ter especialistas variados para compor a Equipe; Organização das ações: Secretaria de Educação em diálogo/acordos com as respectivas equipes; Avaliação dessas equipes: Secretaria de Educação através de pesquisas variadas. Vejam que são ‘idéias” para ações educativas que implicam divergências conceituais, filosóficas, políticas ... NÃO SE TRATA DE CONSTRUIR UM CURRICULO ÚNICO e sim oferecer no ambiente escolar as variadas linguagens! Isso não impede que a Equipe tome deliberações comuns e optem até por tentar a construção de ingredientes mínimos em cada linguagem. Por isso, gostaria de ouvir as críticas dos colegas!!!!
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Silvia Sell Duarte Pillotto
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Olá Edson;
Trabalhar com os pequenos é muito estimulante, mas também um grande desafio! Edson, essas questões que você aborda dependerá sempre das concepções por nós e pela instituição apropriadas, ou seja, como acreditamos que as crianças aprendem? Em que medida compreendemos os seus processos de aprendizagem? Como construímos nossas relações com elas, enfim. De qualquer modo, penso que especialmente com os miúdos, devemos permitir que se manifestem expressivamente, ajudando-os no desenvolvimento cognitivo e sensível. Um trabalho que priorize o desenvolvimento dos aspectos visuais, corporais e sonoro, poderão contribuir bastante para que as crianças se relacionem prazerosamente com a arte e suas linguagens e na sua construção humana, processo contínuo.
Abraços.
Silvia
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Edson da Silva
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Silvia e Compartilhantes deste Fórum,
Trabalho em uma creche pública, pensando nas crianças pequenas (3/4 meses a 4 anos e 11 meses), ou mesmo até os 12 anos no ensino fundamental, pergunto: como os adultos podem mediar o ato criador das crianças sem serem apresentadores de técnicas direcionadas ao que esperam ver feito? Criar o que pressupõem?
Abraço Curioso!
Edson
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